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Mandato de Lindenmeyer participa de agenda entre SJN e Sedac.
















Mandato de Lindenmeyer participa de agenda entre SJN e Sedac

O mandato do deputado estadual Alexandre Lindenmeyer (PT) participou, na última terça-feira, 5, do encontro entre o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São José do Norte, Fernando Costamilan, e o secretário da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil. Destaque, também, para a presença do historiador e folclorista Paixão Cortes, que foi apoiar as reivindicações nortenses.

Num primeiro momento, o assessor de Cultura do deputado Lindenmeyer, Luís Mauro Vianna, pediu apoio para a preservação do prédio da Sociedade Germânia, local de fundação do Sport Club Rio Grande, clube de futebol mais antigo do País. Segundo o diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do RS (Iphae), Eduardo Hahn, “o melhor caminho é entrar em contato com um promotor do Ministério Público, solicitando o tombamento, para depois tratar da preservação”.


São José do Norte

Fernando Costamilan, que, também, é coordenador do Ponto de Cultura “Freguesias Litorâneas”, entregou ao secretário um estudo de restauração dos principais marcos históricos do Município, sobretudo do prédio da Intendência. Segundo Costamilan, “nosso objetivo é contribuir com a secretaria para preservar o patrimônio arquitetônico e cultural da cidade”. Nesse momento, Paixão Cortes fez um breve relato de suas visitas à região, confessando-se surpreso, positivamente, com o que viu: “afora a questão do tradicionalismo, devo dizer que a Região Sul representa a alma do povo rio-grandense, pois foi onde tudo começou, e é importante que se olhe com atenção para que fique preservada essa história tão rica para o Estado”.

Eduardo Hahn vê com otimismo as perspectivas para São José do Norte. Segundo ele, a chegada da empresa Estaleiros do Brasil (EBR) possibilita que se pense numa parceria em que haveria um financiamento às obras de restauração a partir das leis de incentivo. Dessa forma, segundo ele, seria possível recuperar,

além da Intendência, o Solar dos Imperadores, as praças, as fachadas de casas e de outros prédios. Para Luís Mauro, “SJN poderia se transformar numa Parati do Rio Grande do Sul”, referindo-se à famosa cidade do estado do Rio de Janeiro. O secretário Assis Brasil estuda uma data para visitar SJN (possivelmente final de agosto), num evento de sensibilização em prol da cultura da região.


Aniversário do Município

No final do encontro, Costamilan convidou o secretário para participar, em 2012, das comemorações dos 260 anos do Município. Assis Brasil não só aceitou o convite como garantiu que a atração fará parte do Calendário de Eventos da secretaria.

Essa gente veio atrás de um sonho!

Homens e mulheres ocuparam a área por falta de opção, emprego ou solução .




Ex-empregada doméstica, ela veio do Maranhão e ‘não tem mais forças para lavar e passar’. Está acampadaEx-empregada doméstica, ela veio do Maranhão e ‘não tem mais forças para lavar e passar’. Está acampada

"A gente cria os filhos na certeza de receber apoio deles na velhice. Mas o meu destino seguiu outro rumo e, ao ser abandonada por eles, não restou outra alternativa senão a favela", diz a doméstica Francisca Maria Fernandes da Silva, de 52 anos. Imigrante de Caxias (MA), as lágrimas no rosto de dona Francisca demonstram a mágoa de não ter os filhos ao lado e a revolta pela perda de todos os bens, na ação da PM (Polícia Militar) durante a desocupação da Favela da Família.

"Sou ignorada por um filho porque não aceitava a mulher dele. Já uma outra filha, que mora no Salgado Filho, ofereceu apenas pouso à noite. Ao amanhecer, preciso sair da casa dela. Temos de aceitar a opção dos filhos", conta, ao dizer que sempre foi boa mãe.

Para atender ao pedido dos próprios filhos, Francisca deixou o Maranhão em busca de vida melhor em Ribeirão Preto (SP) há quase 15 anos. Do Nordeste trouxe poucas roupas, mas muita expectativa, como a de encontrar em solo ribeirão-pretano salário melhor e moradia.

"Foi apenas ilusão. Trabalhei nesse tempo todo como doméstica e pagava aluguel no Jardim Aeroporto. Sem emprego, já que não tenho mais forças para lavar ou passar, mudei para a favela há seis meses. Agora estou na rua."

Como ela apenas dorme na casa da filha, durante o dia permanece com outras 90 famílias na tenda armada em um campo de futebol, ao lado da Favela Leão. "Aqui encontro o carinho e o amor da comunidade. Quero lutar com eles, porque precisamos de moradia digna", diz.

Como dona Francisca, a maioria dos moradores da Favela da Família é imigrante do Nordeste, que deixaram as cidades de origem para trabalhar na construção civil e na colheita da cana-de-açúcar. "Não temos vez na Califórnia brasileira. Mas a esperança é a última que morre."

‘Em busca de saúde para a minha filha’

A cena de Ana Maria Rodrigues de Moura, de 50 anos, do marido Edvaldo Ferreira dos Santos, 49, e da filha de 22, que é deficiente visual, sendo tirados à força do barraco na Favela da Família ainda repercute. "Com o empurrão do policial, eu caí no chão. Era mais um tombo na minha vida, sempre marcada por altos e baixos, mas com a certeza que um dia serei feliz. Das lágrimas quero tirar a minha vitória", diz.

Ana deixou há quase 20 anos a cidade de Rio Pardo de Minas (MG) em busca de tratamento para a filha, que não tem a visão de um olho. Com o marido e os outros filhos, também está na tenda improvisada.

‘Queria emprego melhor’

Em outubro de 2010, o servente de pedreiro Daniel Bezerra da Silva, de 19 anos, chegou a Ribeirão ao deixar Petrolina (PE) com dois filhos no colo - um de um ano e o outro de quatro - com a mulher. "Um primo disse que Ribeirão era um paraíso e ganharíamos muito dinheiro. Foi um engano. Quando cheguei, até que encontrei um emprego fácil. Paguei aluguel por três meses. A situação apertou e tive de ir para a favela no início do ano", conta.

Com uma poupança, comprou alguns materiais de construção e ergueu um barraco na Favela da Família. "Estou morando ao relento, contando só com a ajuda da população. Perdi absolutamente tudo."

‘Ilusão de ganhar R$ 5 mil’

Sem conseguir emprego há mais de cinco anos em Belém do Piauí (PI), José Carlos Guido, de 35 anos, deixou a família em agosto de 2010 para tentar a vida em Ribeirão Preto, onde chegou a trabalhar na colheita de cana e na construção civil. "Um homem me trouxe pra cá e prometia salário de R$ 5 mil. Fui enganado e passei a morar nas favelas. Depois que saí da Itápolis, consegui espaço na Favela da Família", conta.

José Carlos conta que o sonho dele era guardar dinheiro para comprar uma casa e um carro. "A vida em Piauí era difícil, mas tinha pelo menos uma bicicleta".

Gol acerta compra da Webjet e se aproxima da líder TAM.

A companhia aérea Gol fechou acordo para comprar a rival de menor porte Webjet, ampliando sua participação no mercado doméstico e se aproximando da líder TAM.

A operação ocorre em meio a um movimento de consolidação no setor aéreo mundial e de forte crescimento do tráfego de passageiros no Brasil.

- Estamos confiantes de que, com essa aquisição, a Gol… continuará com sua missão de popularizar o transporte aéreo e se consolidará como uma das líderes no segmento de aviação de baixo custo no mundo – afirmou o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, em nota à imprensa.

A Gol informou que sua controlada Varig celebrou memorando de entendimentos com os acionistas majoritários da Webjet para aquisição de 100% do capital da companhia.

A Webjet foi avaliada em 310,7 milhões de reais, mas o preço a ser pago pelo grupo Gol será de 96 milhões de reais, sujeito a ajustes após auditoria.

Gol

Aeronaves da Gol no aeroporto de Congonhas, em São Paulo

O fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após o fechamento da Bovespa não esclareceu se a diferença dos valores é decorrente de dívidas da Webjet que serão assumidas pela Gol.

A Webjet encerrou maio com participação no mercado de aviação brasileiro de 5,16 %, enquanto a Gol ficou com market share de 35,39%. Juntas, elas teriam 40,55 por cento do mercado doméstico, ante 44,43 por cento da líder TAM naquele mês.

A Gol acredita que a operação conjunta fortalecerá sua posição nos principais aeroportos do Brasil. Segundo a companhia, serão exploradas sinergias que resultem na “distribuição dos voos de forma abrangente, ganhos de eficiência e maior qualidade e competitividade”.

Fundada em 2005, a Webjet é atualmente controlada pela holding GJP Participações de Guilherme Paulus, que vendeu o controle da operadora de turismo CVC para o grupo de private equity norte-americano Carlyle.

Paulus preferiu não incluir a Webjet no acordo com o Carlyle porque esperava obter melhores ofertas de outros interessados, afirmaram pessoas próximas do assunto à Reuters na ocasião.

Ações sobem

A Gol divulgou no início da tarde que estava “mantendo tratativas” com a Webjet, após o site da Aero Magazine, publicação especializada do setor aéreo, ter noticiado que o negócio estava perto de ser fechado.

Investidores ficaram animados com a possível aquisição, motivando alta de mais de 6 por cento das ações da Gol durante o pregão da bolsa paulista. Os papéis perderam força, mas ainda assim terminaram a sessão com alta de 3,51 por cento, a 19,77 reais, contra queda de 1,12 por cento do Ibovespa.

Em 2007, a Gol, que vem procurando conter a adição de aviões à frota para melhorar seus resultados, comprou ativos da Varig por 275 milhões de dólares, operação que custou à empresa anos para ser totalmente digerida.

A negociação da Gol com a WebJet ocorreu depois que a TAM anunciou em março a compra de 31 por cento da Trip, sexta maior empresa do setor no Brasil. Além da aliança com a Trip, a TAM tenta aprovar sua fusão com a chilena LAN para criar a maior companhia aérea da América Latina.

A compra da Webjet ainda depende da assinatura de contratos definitivos e do aval de reguladores.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse não ter sido notificada da operação e que não iria se pronunciar. Representantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não estavam disponíveis.

A Webjet opera 154 voos diários para 14 cidades do país, incluindo as principais capitais do país, em uma faixa que vai de Porto Alegre a Fortaleza. A frota da empresa, que opera em modelo de baixas tarifas, é formada por 24 jatos 737 da Boeing, mesmo fornecedor da Gol.

A frota operacional da Gol atualmente é de 115 aeronaves Boeing 737-700 e 737-800.

Comissão da Verdade: estratégia oficial divide deputados e parentes.

Comissão da Verdade: estratégia oficial divide deputados e parentes

Para presidenta da Comissão de Direitos Humanos, Manuela D?Ávila (PCdoB-RS) e para ex-ministro da Igualdade Racial, Edson Santos (PT-RJ), governo acerta ao tentar votar Comissão da Verdade direto no plenário da Câmara, porque proposta acirra ânimos ideológicos. Mas deputada que propôs mais debates e parentes de mortos e desaparecidos acreditam que pressa impede mudar projeto para permitir punição a assassinos e torturadores.
André Barrocal

BRASÍLIA ? A estratégia do governo de tentar aprovar a Comissão da Verdade no plenário da Câmara às pressas, para contornar a resistência de adversários, divide opiniões de deputados da Comissão de Direitos Humanos. E desagrada parentes de mortos e desaparecidos na ditadura militar, que não enxergam oportunidade de pressionar para que o projeto mude e permita punir torturadores e assassinos.

A presidenta da Comissão de Direitos Humanos, deputada Manuela D?Ávila (PCdoB-RS), apóia a estratégia oficial, porque acredita que a proposta tem forte caráter ideológico. ?A leitura política do governo é correta. A esquerda não tem mais de 100 deputados aqui dentro?, afirma.

Para o deputado Domingos Dutra (PT-MA), membro da Comissão que vive brigando com a direção nacional petista por não aceitar relações amistosas do partido no Maranhão, terra dele, com a família do senador José Sarney (PMDB-AP), que presidiu o partido da ditadura militar, a ?correlação de forças? no Congresso prejudica a aprovação da Comissão da Verdade. ?A presidenta Dilma Rousseff, pela sua história, está comprometida com o projeto. Mas, pela conjuntura, precisamos ter prudência no encaminhamento da votação?, diz.

Ministro da Secretaria da Igualdade Racial no segundo governo Lula e membro titular da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Edson Santos (PT-RJ) também concorda com a estratégia. ?Com esse encaminhamento de urgência, fica difícil de fazer aperfeiçoamentos no projeto. Mas, mesmo reconhecendo debilidades no projeto, é melhor do que não ter nenhum?, diz.

?Comissão da Justiça?
A avaliação do ex-ministro mostra porque há dificuldade de aceitação da estratégia por parte de aliados teóricos da Comissão da Verdade. São pessoas que gostariam de pressionar os deputados para mudar o projeto e atacar o que consideram sua principal ?debilidade?: a falta de punição a assassinos e torturadores.

É o caso da deputada Luíza Erundina (PSB-SP), titular da Comissão de Direitos Humanos. Ela foi a autora da idéia de promover a única audiência pública, em mais de um ano, sobre a Comissão da Verdade realizada até agora, dia 30 de junho.

Erundina havia chamado os ministros Luiz Eduardo Cardozo (Justiça), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Nelson Jobim (Defesa) para o debate.Nenhum apareceu por causa da estratégia do governo de esvaziar discussões em comissões, evitar expor pontos de vista que poderiam acirrar os ânimos no Congresso e esperar pelo melhor momento para levar a votação direto para o plenário da Câmara, onde espera pegar adversários desprevinidos.

Defensora de ?aperfeiçoamentos?, como Edson Santos, Erundina critica a estratégia oficial pois impediria, no calor do plenário, a tentativa de transformar a Comissão em punitiva. ?O projeto não é adequado e nós não teremos como emendar no plenário?, reclama. ?Seria melhor não ter comissão nenhuma, para manter essa chama acesa.?

Vítimas diretas ou indiretas da repressão militar têm opiniões semelhantes. ?Não quero a comissão do possível. Quero a Comissão da Verdade e da Justiça?, afirma Vitória Grabois, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e filha do lendário líder comunista Maurício Grabois, assassinado na Guerrilha do Araguaia.

?Esse projeto não tem o nosso sentimento. Queremos uma comissão que tenha características de Justiça?, diz Maria Amélia Teles, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

O governo não está disposto, até agora, a patrocinar uma alteração no projeto para autorizar a Comissão da Verdade a punir pessoas. Acha que a idéia não tem respaldo na sociedade e que a Lei de Anistia encerrou o assunto.

Comissão da Verdade: estratégia oficial divide deputados e parentes.

Comissão da Verdade: estratégia oficial divide deputados e parentes

Para presidenta da Comissão de Direitos Humanos, Manuela D?Ávila (PCdoB-RS) e para ex-ministro da Igualdade Racial, Edson Santos (PT-RJ), governo acerta ao tentar votar Comissão da Verdade direto no plenário da Câmara, porque proposta acirra ânimos ideológicos. Mas deputada que propôs mais debates e parentes de mortos e desaparecidos acreditam que pressa impede mudar projeto para permitir punição a assassinos e torturadores.
André Barrocal

BRASÍLIA ? A estratégia do governo de tentar aprovar a Comissão da Verdade no plenário da Câmara às pressas, para contornar a resistência de adversários, divide opiniões de deputados da Comissão de Direitos Humanos. E desagrada parentes de mortos e desaparecidos na ditadura militar, que não enxergam oportunidade de pressionar para que o projeto mude e permita punir torturadores e assassinos.

A presidenta da Comissão de Direitos Humanos, deputada Manuela D?Ávila (PCdoB-RS), apóia a estratégia oficial, porque acredita que a proposta tem forte caráter ideológico. ?A leitura política do governo é correta. A esquerda não tem mais de 100 deputados aqui dentro?, afirma.

Para o deputado Domingos Dutra (PT-MA), membro da Comissão que vive brigando com a direção nacional petista por não aceitar relações amistosas do partido no Maranhão, terra dele, com a família do senador José Sarney (PMDB-AP), que presidiu o partido da ditadura militar, a ?correlação de forças? no Congresso prejudica a aprovação da Comissão da Verdade. ?A presidenta Dilma Rousseff, pela sua história, está comprometida com o projeto. Mas, pela conjuntura, precisamos ter prudência no encaminhamento da votação?, diz.

Ministro da Secretaria da Igualdade Racial no segundo governo Lula e membro titular da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Edson Santos (PT-RJ) também concorda com a estratégia. ?Com esse encaminhamento de urgência, fica difícil de fazer aperfeiçoamentos no projeto. Mas, mesmo reconhecendo debilidades no projeto, é melhor do que não ter nenhum?, diz.

?Comissão da Justiça?
A avaliação do ex-ministro mostra porque há dificuldade de aceitação da estratégia por parte de aliados teóricos da Comissão da Verdade. São pessoas que gostariam de pressionar os deputados para mudar o projeto e atacar o que consideram sua principal ?debilidade?: a falta de punição a assassinos e torturadores.

É o caso da deputada Luíza Erundina (PSB-SP), titular da Comissão de Direitos Humanos. Ela foi a autora da idéia de promover a única audiência pública, em mais de um ano, sobre a Comissão da Verdade realizada até agora, dia 30 de junho.

Erundina havia chamado os ministros Luiz Eduardo Cardozo (Justiça), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Nelson Jobim (Defesa) para o debate.Nenhum apareceu por causa da estratégia do governo de esvaziar discussões em comissões, evitar expor pontos de vista que poderiam acirrar os ânimos no Congresso e esperar pelo melhor momento para levar a votação direto para o plenário da Câmara, onde espera pegar adversários desprevinidos.

Defensora de ?aperfeiçoamentos?, como Edson Santos, Erundina critica a estratégia oficial pois impediria, no calor do plenário, a tentativa de transformar a Comissão em punitiva. ?O projeto não é adequado e nós não teremos como emendar no plenário?, reclama. ?Seria melhor não ter comissão nenhuma, para manter essa chama acesa.?

Vítimas diretas ou indiretas da repressão militar têm opiniões semelhantes. ?Não quero a comissão do possível. Quero a Comissão da Verdade e da Justiça?, afirma Vitória Grabois, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e filha do lendário líder comunista Maurício Grabois, assassinado na Guerrilha do Araguaia.

?Esse projeto não tem o nosso sentimento. Queremos uma comissão que tenha características de Justiça?, diz Maria Amélia Teles, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

O governo não está disposto, até agora, a patrocinar uma alteração no projeto para autorizar a Comissão da Verdade a punir pessoas. Acha que a idéia não tem respaldo na sociedade e que a Lei de Anistia encerrou o assunto.