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Rondônia é referência para o Acre no Programa de Sanidade dos Suídeos.




A implantação do Programa Nacional de Sanidade dos Suídeos no Estado de Rondônia está sendo utilizada como referência para o Estado do Acre, para que o mesmo ingresse na Zona Livre de Peste Suína Clássica. O tema foi debatido nos dias 30 de junho e 1º de julho, no primeiro curso sobre a implantação do Programa no Acre com representantes do Ministério da Agricultura em Rondônia.

O plano estabelece um regulamento técnico de controle sanitário a ser realizados nos estabelecimentos de criação, reprodução, comercialização, distribuição de suídeos e material de multiplicação de origem suídea. “Esse controle sanitário visa impedir a introdução de doenças exóticas e controlar ou até mesmo erradicar aquelas existentes no país”, explica o gerente da Defesa Sanitária Animal, Fabiano Alexandre dos Santos.

O curso teve a participação efetiva dos veterinários do Idaron, Rafael Soares de Oliveira, de Corumbiara; Sabrina das Neves Lebre, de São Miguel do Guaporé, e Raimundo Felix de Oliveira, de Nova Mamoré. Nesse Curso foram incluídas atividades teóricas e práticas, com o objetivo de capacitar veterinários e estudantes de veterinária detalhando os procedimentos para elaboração do Inquérito da Peste Suína Clássica (PSC), doença causada por vírus altamente contagioso.

De acordo com o coordenador do Programa de Sanidade Suídea, da Agência Idaron, veterinário Ney Carlos, Rondônia tem avançado de forma intensa na melhoria da condição sanitária do plantel suíno. “Somos Livres de Peste Suína Clássica e vamos avançar no controle de outras enfermidades”, relata o veterinário.

O governo tem buscado aumentar as garantias sanitárias para que Rondônia possa atrair investimentos. A diretora técnica do Idaron, Caroline Araújo Cadamuro, reafirmou o compromisso em intensificar as ações de vigilância sanitária. “Rondônia é livre de peste suína clássica desde 2009. Estamos fazendo nossa parte para que possamos oferecer mais essa oportunidade de investimento para a classe produtora em nosso Estado. Temos um dos processos mais intensos de vigilância sanitária do país, com visitas periódicas as granjas produtoras e realização de sorologias”, disse a diretora.

Para o presidente do Idaron, Marcelo Henrique Borges, o reconhecimento, por parte do Ministério da Agricultura e do Estado do Acre, da capacidade do corpo técnico do Idaron, corrobora sua convicção de que Rondônia possui grandes profissionais na execução das políticas de defesa sanitária animal e vegetal. “Sempre vamos trabalhar para potencializar o trabalho de nossos técnicos. Reconhecemos a grandeza das atividades por eles desempenhada e esse reconhecimento nos orgulha muito”, concluiu Borges.

Se fusão fracassar, Carrefour buscará união com Walmart.

Plano B de empresa francesa mostra abertura à negociações






Se a fusão entre o Grupo Pão de Açúcar não for adiante, o Carrefour provavelmente terá de buscar alternativas no Brasil. E uma dessas alternativas seria vender as operações para o Walmart, que sempre foi considerado um forte candidato a comprar os ativos da multinacional francesa no País.

O Walmart e o Carrefour já chegaram a conversar sobre essa possibilidade há dois anos, segundo rumores divulgados pela imprensa internacional. E foram essas conversas que levaram, entre outros motivos, ao Grupo Pão de Açúcar a buscar um acordo com o Carrefour, para evitar o avanço do Walmart no Brasil.

Na avaliação de fontes consultadas pelo iG, as conversas entre o Carrefour e Abilio Diniz, sócio do Grupo Pão de Açúcar, demonstraram que os franceses estão dispostos a vender suas operações no mercado brasileiro - ou que aceitam se desfazer de, pelo menos, 50% do negócio.

"Ficou claro que eles (o Carrefour) estão abertos à negociação", afirma um executivo, referindo-se ao plano proposto por Abilio Diniz, que uniria as operações do Grupo Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil.

As declarações feitas por Abilio Diniz à imprensa, de que o Carrefour está "barato", só alimentam as especulações de que os franceses estão avaliando formas para rentabilizar as operações.

A proposta de Diniz enfrenta uma dura resistência do Casino, acionista do Grupo Pão de Açúcar, que está processando o empresário brasileiro e o próprio Grupo Pão de Açúcar em um tribunal arbitral.

O Casino tem o direito de se transformar no acionista controlador do Grupo Pão de Açúcar em 2012. Pela proposta apresentada por Diniz, a participação do Casino no Grupo Pão de Açúcar seria diluída para cerca de 30%.

Reestruturação

O Carrefour está passando por um amplo processo de reestruturação no Brasil e que está sendo conduzido por um ex-exceutivo do Grupo Pão de Açúcar, Luiz Fazzio.

Em 2010, a subsidiária brasileira foi abalada pela descoberta de um rombo de R$ 1,2 bilhão em sua contabilidade , decorrente de irregularidades que vinham sendo cometidas por vários anos.

Fazzio, que presidiu a C&A por seis anos no Brasil depois de sair do Pão de Açúcar, foi contratado pelo Carrefour para arrumar a casa há cerca de um ano.

E essas mudanças ainda estão em curso. Segundo apurou o iG, dois diretores deixaram o Carrefour no Brasil nas últimas semanas, Luis Henrique Lopes e Renata Martins. Lopes ocupava uma recém-criada diretoria criada pelo Carrefour, de reinvenção dos hipermercados, enquanto Renata respondia pela área de marcas próprias.

Procurado, o Carrefour no Brasil respondeu que não iria se manifestar o assunto.

Concursos com inscrições abertas reúnem 17,4 mil vagas,

Pelo menos 94 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (11) e reúnem 17.494 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade.

Só a Prefeitura de Salvador oferece 3.457 vagas. Os salários chegam a R$ 21.766.16 no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins).

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Os órgãos que abrem inscrições na segunda-feira são os seguintes: Companhia Carris Porto-Alegrense, Prefeitura de Boa Vista do Sul (RS), Prefeitura de Jauru (MT), Prefeitura de Nova Andradina (MS), Prefeitura de Otacílio Costa (SC), Prefeitura de Petrolina (PE), Prefeitura de Santos (SP), Prefeitura de São Domingos do Maranhão (MA).

José Sarney não tem peso na consciência.



O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não tem peso na consciência.

É o que se depreende de uma entrevista dele ao Correio Braziliense, publicada na última sexta-feira.

São duas páginas de pingue-pongue com o político maranhense, senador pelo Amapá, de 81 anos.

Cito aqui a entrevista de Sarney porque sempre fiquei e fico uma dúvida: esses "homens públicos" dormem tranquilos com o país que comandam naufragando, sempre?

Sarney serve como um retrato, com suas respostas e sua convicção de fez o melhor e trabalha para o país.

Exemplos de como um indivíduo não se sente responsável pela bandalheira da nação:
Como é estar sempre no topo do poder?
- Sempre estive apanhando. Quando era estudante fui preso pela ditadura Vargas. Fui contra Getúlio (....) Não é esse mar de rosas que todo mundo pode pensar que é. O que significa estar no topo? Significa que você está exposto e disposto à luta.


A pergunta é foi feita porque Sarney está no poder há meio século.

Qual o período mais cruel da política para o senhor?
- Muitas vezes, fui submetido a um período de injustiças muito grande. E de crueldade. São feridas que não cicatrizam. E que a política deixa na gente. Foi com grande amargura que eu atravessei aquele período no Senado (com as denúncias de atos secretos e privilégios na Casa ao longo do ano de 2009) e acho que foi uma das coisas mais injustas que vivi. Um pastel de vento que fizeram exclusivamente por motivos da guerra política para liquidar a pessoa que é tida como adversária. Eu serei sincero em dizer que não cicatrizou.


A bandalheira no Senado continua. Sarney preside a Casa pela quarta-vez. Ele só não perdeu o cargo e o mandato porque contou com a força do governo para segurá-lo. Aliou-se a Lula desde o primeiro mandato do petista em 2003. A caixa-preta do Senado mantém servidores que ganham R$ 30 mil por mês, acima do teto constitucional, que é o vencimento de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do presidente da República. Agaciel Maia, que era diretor-geral do Senado, e que perdeu o cargo depois das denúncias, foi colocado lá por Sarney, e hoje é deputado distrital em Brasília. Sarney também ajudou a dar sustentação à ditadura militar.

A Academia de Letras é mais importante do que a política?
- Olha, a academia me deu mais alegrias do que a Presidência. Minha vocação era a literatura. A política, para mim, foi um destino.


Impressionante! Destino??!! O indivíduo luta com unhas, dentes e todo o arsenal disponível nesse tipo de atividade para manter cargos, para si e apaniguados! Tanto que lutou para manter-se presidente do Senado pela quarta-vez, para livrar a si próprio a um dos filhos atolado em denúncias de corrupção no Maranhão.

O senhor fez tudo pelo seu estado?
- Acho que nada que existe no Maranhão deixou de ter a minha mão, dos últimos 50 anos para cá. (...)

Segue-se uma lista de obras no estado.

Mas são os indicadores sociais mais baixos do país, um estado paupérrimo...
- Há um erro muito grande quando dizem que o Maranhão é o estado mais pobre do Brasil. Pelo PIB, o Maranhão é o 14º estado do Brasil. Estamos na frente de Mato Grosso do Sul. Agora, a pobreza que dizem, os índices que dão do Maranhão, é pelo IDH. O Brasil é a sétima economia do mundo e o IDH brasileiro é o 81º. Se formos considerar por isso, o Brasil é menor. O IBGE tem dois mil índices e então, três, quatro, são piores no Maranhão. Mas se formos buscar na periferia de São Paulo, na Baixada Fluminense, encontramos índices piores do que os do Maranhão. (...)

O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) foi criado para corrigir uma tremenda injustiça. O PIB (Produto Interno Bruto) a que se refere Sarney é cruel. Divide a riqueza de uma região pelo número de habitantes. Por exemplo: se num grupo de mil pessoas há riqueza estimada em um milhão, o valor é dividido por mil, mesmo que toda a riqueza pertença a apenas um indivíduo. E o resultado é apresentado como sendo a renda per capita (por cabeça) de todos, mesmo que, repito, somente um cidadão seja o detentor de toda a riqueza do grupo.

Para terminar com meus exemplos sobre a extensa entrevista do ex-presidente da República.

Mas o governo do senhor terminou com 80% de inflação.
- Ora, a inflação com correção monetária não é inflação. Eu mandei calcular em dólar, com se calcula o PIB, quanto foi a inflação no meu tempo. Foi de 17,4%. Qual foi a menor taxa de desemprego da história do Brasil? Foi no meu tempo. (...)

No governo de José Sarney (1985-1990), a inflação chegou a 80% ao mês. Era um inferno. Agora o dito-cujo arranja índices para dizer que a situação não era tão ruim assim.

Leitor, pincei algumas perguntas e respostas de José Sarney como exemplo do que os "homens públicos" arquitetam para se livrarem de culpa pela oceânica miserabilidade que impera no Brasil.

No caso, específico de Sarney, sempre fiquei curioso com sua divisão em dois personagens: o intelectual e o político.

Seus artigos em jornais não parecem partir do mesmo homem que está no topo da política brasileira há meio século. Nem do homem voraz nos bastidores para manter seu poder.

Um exemplo é governo petista. Lula considerava Sarney desafeto. Viraram aliados, a ponto de um ajudar o outro a se safar de alguma penalidade pelos casos de corrupção. Sarney ajudou Lula a sair impune do maior caso de corrupção política do País, o mensalão. Lula auxiliou Sarney a sair livre do escândalo de corrupção no Senado em 2009.

Com esta entrevista de José Sarney podemos entender que os "homens públicos" dormem tranquilos, sim. Apesar de a nação que dizem governar estar do jeito que se encontra: ladeira abaixo, sem educação, sem segurança, sem saúde, sem estradas, sem esperança...

E com roubos, roubos, roubos de dinheiro público... Nos municípios, nos estados e na União.