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Garoto é enterrado vivo em Timon - Ma

Garoto passa três dias enterrado vivo e perde visão do olho direito
Um garoto de 12 anos foi enterrado vivo no município de Timon (MA). Ele foi encontrado há 15 dias por moradores do bairro Parque Alvorada e, segundo a equipe médica do Hospital de Urgências de Teresina (HUT), onde foi internado, o menino tinha mais de 300 larvas de insetos em seu rosto. A ação dos insetos provocou a perda do olho direito. A vítima passou três dias enterrado e teve alta na última quarta-feira (9).

A delegada Idelzuíte Matos, do 2° Distrito Policial de Timon, contou que o menino, de iniciais J.P.F., teria roubado a bicicleta da namorada de um homem, identificado como Anderson Moreira, 30 anos, que já tinha passagens pela polícia por roubo.

"Desde então, ele começou a perseguir a vítima e chegou até a avisar para a avó do menino que iria matá-lo. Ela disse que daria o dinheiro da bicicleta, mas ele não aceitou. Há três semanas o acusado encontrou a vítima pedindo dinheiro em um semáforo do bairro Sacy, em Teresina, e puxou assunto, convencendo ele a acompanhá-lo até Timon", narrou a delegada.

Anderson Moreira teria espancado a vítima e em seguida a enterrado em um buraco próximo às margens do rio Parnaíba. "Os moradores de lá encontraram o menino todo roxo, desmaiado. Esse monstro bateu muito nele antes de jogar ele lá. Foi uma crueldade", disse a tia de J.P.F., Sandra Maria Alves.

A vítima passou 15 dias internada no HUT. De acordo com a equipe médica do hospital, J.P.F., possuía muitas lesões e marcas de espancamento e, em seu rosto, havia mais de 300 larvas de insetos, o que provocou a retirada de todo o globo ocular direito.

O acusado foi preso na última terça-feira (8). A família da vítima decidiu enviá-la para casas de parentes, em uma cidade do interior do Maranhão para evitar novas represálias.

O Papa sempre recorda a visita dele ao Brasil, diz Dom Damasceno


Dom Raymundo Damasceno de Assis juntamente com membros da presidência da CNBB são recebidos por Bento XVI
O noticias.cancaonova.com entrevistou o Cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil), Dom Raimundo Damasceno de Assis. O cardeal está em Roma juntamente com outros membros da presidência da CNBB para uma visita aos dicastérios da Santa Sé. Na última quinta-feira,10, ele encontrou-se com o Papa Bento XVI para informar ao Santo Padre o trabalho que vem sendo realizado pela Igreja do Brasil atualmente.
noticias.cancaonova.com: Como foi ontem a audiência com o Santo Padre?

Dom Raimundo Damasceno: Foi um momento no qual informamos o Santo Padre, mesmo que brevemente, das atividades que a Igreja do Brasil está desenvolvendo atualmente. Falamos da Jornada Mundial da Juventude de 2013 que está sendo preparada juntamente com a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Falamos da peregrinação da cruz e do ícone. Falamos também com o Santo Padre o que estamos fazendo para preparar os 50 anos do Concílio Vaticano II, o qual serão celebrados no ano que vem. Falamos de uma série de atividades que estamos fazendo. Durante o encontro, demos a santo Padre um mapa do Brasil feito em Pedra com o desenho dos 17 regionais da CNBB. Este mapa apoiado sobre um cristal, representa a pedra sobre a qual a Igreja está fundada, que é Pedro, o sucessor de Pedro, que para nós é Bento XVI, demonstrando com isso, que os 17 regionais querem sempre trabalhar em comunhão com o Santo Padre.

noticias.cancaonova.com: Qual foi a mensagem do Santo Padre para a Igreja do Brasil?

Dom Raimundo Damasceno: O Santo Padre sempre que conversamos com ele, recorda a visita dele a Aparecida, São Paulo e Guaratinguetá. Ele lembrava bem a imagem de Aparecida que ele conheceu lá no Santuário. Uma imagem pequena que lembra a mãe dos pobres, a solidariedade com os mais pequenos, mais excluidos, mais necessitados. Como Papa, ele se sentiu impressionado com o Brasil, com crescimento do Brasil e o dinamismo da Igreja do Brasil. Foi uma visita muito agradável onde o Papa mostrou que não tinha pressa em terminar, interessado com o que estamos fazendo. De modo que, nos sentimos muito felizes e podemos dizer que cumprimos esta visita a Santa Sé com esse momento mais importante para todos nós que foi este encontro com o Santo Padre, o qual nos revigora, fortalece o nosso ministério, o nosso serviço à Igreja do Brasil e às nossas dioceses.

Incra publica relatório de comunidade quilombola


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou o relatório técnico de identificação e delimitação da comunidade quilombola Grotão, localizada no município de Filadélfia. A publicação foi realizada na edição de sexta do Diário Oficial da União e do Diário do Estado do Tocantins.

O relatório determinou as terras ocupadas tradicionalmente pela comunidade, por meio de estudos que identificaram a origem, a história, as tradições, os costumes e os descendentes do antigo quilombo. A área delimitada possui 2.096 hectares, situada a 82 quilômetros da sede urbana de Filadélfia.

O relatório foi elaborado por equipe multidisciplinar composta por antropólogo, cedido pela Coordenação Geral de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra Nacional, mais engenheiro agrônomo, fiscal de cadastro e topógrafo lotados na Superintendência Regional do Tocantins.

A publicação do documento vai assegurar a titulação do território para 21 famílias, que vivem hoje numa área de 100 hectares, e encerrar a disputa pela posse das terras entre os remanescentes do quilombo e posseiros.

Os proprietários e posseiros de imóveis rurais, localizados na área delimitada do território, terão agora prazo de 90 dias para contestar o estudo. Encerrada a fase de defesa, os pedidos serão julgados e após as contestações, será publicada portaria de reconhecimento do território quilombola, que permitirá a publicação posterior de decreto presidencial com autorização para desapropriação dos imóveis rurais localizados na área. Concluídas as desapropriações dos imóveis rurais, o Incra realizará a titulação coletiva das terras em nome da comunidade. A comunidade

A origem da comunidade decorre da fuga de escravos de um engenho situado no Maranhão. O grupo estabeleceu-se na região do Córrego Grotão, localizado no município de Filadélfia, possivelmente no fim de 1865 ou início de 1866, permanecendo os descendentes nas terras até a atualidade. As famílias vivem hoje do cultivo de hortaliças, agricultura de subsistência, além da criação de pequenos animais.- Nos próximos 15 dias, será publicado também o relatório técnico de identificação e delimitação da comunidade quilombola Barra da Aroeira, nos municípios de Lagoa do Tocantins, Santa Tereza do Tocantins e Novo Acordo. (Do Incra)