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Protesto de índios denuncia falta de assistência médica no Estado

Índigenas de seis municípios reivindicam melhor estrutura da Funasa.
Eles tentarão marcar audiência com a governadora.

Do G1 MA com informações da TV Mirante
médico (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Indígenas vão à Assembleia Legislativa para reinvindicar melhorias no atendimento médico (Foto: Reprodução/TV Mirante) Quase 200 índios de seis municípios maranhenses estão em protesto na Assembleia Legislativa, em São Luís, desde a última segunda-feira (28). Os índios denunciam a falta de médicos nas aldeias do estado e a idéia dos líderes é pressionar os deputados para levar soluções urgentes às aldeias.

Os indígenas denunciam que as comunidades estão sem a menor assistência à saúde e garantem que só sairão da Assembleia Legislativa do Maranhão quando tiverem seus objetivos alcançados: uma reunião com a Comissão de Direitos Humanos da Casa e uma audiência com a governadora do Estado, Roseana Sarney.

De acordo com os índios, em pelo menos seis municípios do estado - Arame, Amarante, Grajaú, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu e Santa Luzia do Tide - não há médicos. Em Arame, por exemplo, três índios teriam morrido em menos de uma semana por negligência médica.

"Nosso objetivo na Assembleia é sensibilizar os políticos para que aqui seja formada uma comissão de direitos humanos, que veja a realidade do atendimento médico que a Funasa presta aos indígenas no Maranhão. Atualmente não existe uma estrutura física, chamada de pólo básico, nos municípios. Bem como não existe médico, mesmo que existam recursos para a prestação desse tipo de serviço", reivindicou Uirachene Alves, representante do Conselho Distrital de Saúde Indígena de Arame.
Segundo a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, será encaminhado um requerimento pedindo a vinda de representantes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Fundação Nacional do ìndio (Funai). A reunião com a governadora do estado, no entanto, ainda não tem data prevista. 
Sem profissionais
Segundo Licínio Carmona, chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena (Disei), há dois meses não há candidatos interessados na vaga de médico para atender as regiões. A situação estaria acontecendo em virtude de que, para trabalhar nas cidades do interior, um profissional da medicina ganha, geralmente, de R$ 17 mil a R$ 20 mil e a quantia ofertada pelo Ministério Público é de somente R$ 12 mil, exigindo 40 horas de trabalho semanais, carga-horária que em outros locais chega a ser menor.

"Atendendo nestes municípios, nós temos atualmente quatro enfermeiros, 17 técnicos de enfermagem, 16 agentes de saúde e dois odontólogos. Faltam apenas os médicos, profissionais cuja ausência compromete o trabalho do Distrito Sanitário Especial Indígena", justificou Carmona.
 

Telefones públicos em Buriticupu - Ma

POR AGNO SILVA 
Buriticupu -  É comum encontrar pelas ruas de Buriticupu, apenas as bases que servem de apóio para a instalação dos aparelhos, deixando evidente o desprezo por este serviço nos últimos anos. 
 A venda de cartão para aparelhos públicos tem caído bastante nos últimos anos. E isso, por dois motivos, a precariedade em que se encontram os telefones públicos e o aumento na venda de celulares. Os cartões de orelhão de 20 e 40 unidades, os de 20 unidades custam 4 reais e o de 40 6 reais. Ultimamente poucos cartões para orelhão são vendidos e as pessoas que mais compram vem do interior (Roça). A questão é que os telefones públicos não funcionam. Os celulares influenciaram bastante, pois é uma maneira mais fácil das pessoas se comunicarem. Mas “o orelhão é importante, pois não é em todos os momentos que você vai ter um celular na mão carregado”. De acordo com algumas pesquisas feitas nos últimos anos, os orelhões, com o aumento da telefonia móvel, estão em processo de extinção. As empresas responsáveis por este tipo de serviço alegam que os gastos com a manutenção desses aparelhos são grandiosos. E isso, segundo levantamento feito, acontece, em parte, por conta do vandalismo praticado contra os aparelhos, que sem encontram abandonados em cada canto da nossa cidade.(Buriticupu)
Acreditamos que o sistema de telefonia pública, mesmo com o advento dos celulares, ainda é importante, principalmente em casos de urgência. Para nós, a única forma de combater o abandono dos orelhões é criando uma campanha de conscientização. “O orelhão é importante em momentos de urgência. O celular é mais caro que os orelhões, mesmo com as promoções. Os orelhões são de utilidade pública. Com certeza, se tivéssemos todos os orelhões funcionandos, as ligações ficariam mais baratas. Tínhamos que fazer uma campanha de conscientização na mídia. A OI, responsável por este serviço, tinha que fazer uma campanha a nível nacional, com apóio do governo”. As cabines telefônicas foram projetadas ao longo dos anos, com o intuito de trazer maior privacidade, isolamento acústico e oferecer abrigo contra chuva e sol, para aqueles que se utilizam da telefonia pública. Aqui em Buriticupu, apesar de não serem tão cômodas, durante bastante tempo elas prestaram grandes serviços para a população.
Agno Silva