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“Maranhão sem Drogas”


Programa “Maranhão sem Drogas” é apresentado a gestores da Seduc

As ações estratégicas operacionais do programa estadual de prevenção ao uso de drogas – “Maranhão sem Drogas”, foram apresentadas e discutidas, na última terça-feira (27), durante um encontro de trabalho com a participação de superintendentes, supervisores e técnicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e consultores do programa.
O encontro, realizado no auditório da Seduc, no bairro São Francisco, foi aberto pelo secretário de Estado de Assuntos Estratégicos, Alberto Franco, e pela secretaria adjunta de Ensino da Seduc, Leuzinete Pereira.
De acordo com Leuzinete Pereira, as ações serão implementadas junto às escolas da rede estadual de ensino para enfrentar o desafio de prevenir o uso de drogas entre os alunos, a fim de que não se tornem dependentes químicos. Ela citou que, a exemplo das grandes cidades, o consumo de drogas também chegou às pequenas cidades do interior de forma devastadora.
Depois de considerar o encontro como um momento de sensibilização, Leuzinete frisou ainda que a prevenção, por meio da parceria entre escola, família e comunidade, precisa ser fortalecida para evitar “a tragédia do consumismo”. Disse que o consumo de drogas lícitas ou ilícitas tem graves reflexos no processo de ensino e aprendizagem dos alunos, além de impactar com repercussão negativa nos índices de evasão escolar.
Alberto Franco fez um breve relato do programa lançado pelo governo do Estado, por meio da secretaria de Assuntos Estratégicos (Seae), e que se encontra em fase de conclusão para prevenir o uso de drogas com o apoio de professores, conselheiros tutelares e representantes da sociedade, totalizando 36 parceiros.
O secretário salientou que a meta do programa é reduzir em até 70% o consumo de drogas no Maranhão. A proposta deve direcionar ações para os 36 bairros de São Luís que apresentam maior incidência de uso e tráfico de drogas, a fim de também reduzir os índices de criminalidade.
Alberto Franco solicitou o empenho dos professores da rede estadual que irão atuar com agentes multiplicadores das ações para que o processo de prevenção se torne uma realidade a médio e longo prazo. Ele defendeu a implantação de comitês gestores nas escolas para discutir a prevenção de forma transversal com os alunos.
O coordenador do Maranhão sem Drogas, Leôncio Lima, disse que o objetivo é construir junto com as secretarias de Educação e Saúde ações básicas focadas em três pilares – escola, família e comunidade, com a meta de reduzir o índice de consumo de drogas.
Durante a apresentação e depois de fazer um esclarecimento sobre o material ditático que será utilizado no programa, Lima disse que foram mapeados 36 bairros de São Luís onde 16 escolas estão localizadas em áreas críticas. Com o mapeamento será desenvolvido um trabalho estratégico para tentar eliminar ou minimizar o impacto do consumo de drogas, principalmente de crack, merla, cocaína e maconha.
Os participantes do encontro receberam também o material didático que será utilizado na prevenção. A obra traz informações sobre os principias tipos de drogas como álcool, cigarro, cocaína, ecstasy, anabolizantes, maconha, heroína, anfetaminas; dependentes químicos e tratamentos.

Fonte:4º poder

Estudantes do MA se arriscam em transporte irregular para estudar


Do Maranhão, uma imagem triste do descaso com a educação. Estudantes se arriscam em transporte irregular para chegar à escola.
São 12 quilômetros de solavancos por uma estrada empoeirada. Meninos e meninas desafiam o perigo no alto de paus-de-araras para estudar no município de Lago da Pedra.
A sujeira é tanta que a maioria dos alunos só usa o uniforme quando chega na escola. “Quando chega no colégio a gente vai lavar as pernas porque tão cheias de terra”, conta uma menina.
Foto: Reprodução / TV Globo
Na estrada empoeirada, pau-de-arara vira transporte escolar
O tormento para os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental começou depois que a empresa recolheu a frota do transporte escolar – alegando falta de pagamento. Estudantes de 23 escolas ficaram sem ônibus.
“Tem um monte de ônibus guardado e a gente passando esse sofrimento assim, no meio da poeira”, lamenta a aluna Talia Lisboa Branco.
Sem o transporte escolar, a única alternativa que resta aos alunos é esperar por uma carona. Caso contrário, são sete quilômetros de caminhada e a sensação térmica passa dos 40°C.
“É muito ruim. A gente vem andando e a escola é longe”, conta uma aluna.
Quando aparece carona, começa um desafio para os alunos: a turma disputa lugar na carroceria de um veículo utilitário.
“É um carro para cargas. Ele é projetado só para duas pessoas. Mas estou levando seis, sete crianças”, diz o comerciante João Santos.
Encontrar duas, três crianças de moto, ou de bicicleta – sem capacete – a caminho da escola ficou comum no Maranhão. “Dono de carro às vezes não respeita o ciclista e é perigoso demais mesmo a estrada”, afirma o lavrador Francisco Franco Monteiro.
A Secretaria Municipal de Educação disse que o transporte vai ser restabelecido em breve(Bom Dia Brasil de 27/11/12; reportagem de Sidney Pereira)