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Gusttavo Lima pensa em encerrar a carreira

Cantor se mostrou insatisfeito com a carreira e desabafou ao públicoEm um show em Iperó, no interior de São Paulo, na última sexta-feira (22), o sertanejo Gusttavo Lima surpreendeu os fãs com uma declaração.
Ele desabafou com a plateia, se mostrando insatisfeito com a carreira e disse que talvez esse fosse um dos seus últimos shows.
Em clima de despedida, o cantor agradeceu o carinho dos fãs.
"Vocês podem ter certeza que o sonho de qualquer artista é ter fãs iguais a vocês. Estou muito feliz hoje. São 14 anos de carreira. Desses 14 anos, dez foram cantando em barzinho. Foram anos maravilhosos", declarou o cantor, que tem 23 anos de idade.
"Tem uma coisa que vou falar para vocês hoje que nunca falei para ninguém. Estou pensando seriamente... talvez esse seja um dos últimos shows que vou fazer na minha vida. Eu já não aguento mais, eu já não suporto mais", desabafou.
"Tudo que vivi na música sertaneja, agradeço a vocês, fãs de verdade, fãs de coração", encerrou o cantor.

Gusttavo Lima

Governo autoriza repasse de R$ 5 milhões para socorrer vítimas da seca em Minas


(Leticia F. Paes/Creative Commons)
Brasília – O governo federal autorizou o repasse de R$ 5 milhões para mitigar os efeitos da estiagem em Minas Gerais. Os investimentos se destinam a medidas estruturantes e emergenciais, coordenadas pelo Ministério da Integração Nacional. A portaria que disponibiliza os recursos foi publicada hoje (25) no Diário Oficial da União.
Por meio de nota, o ministério informou que o recurso extra servirá para ações de socorro e assistência às vítimas e o restabelecimento de serviços essenciais. O repasse “complementa os recursos já destinados pelo ministério aos estados do Semiárido brasileiro. Até agora, foram pagos mais de R$ 180 milhões para ações de socorro e assistência aos nove estados do Nordeste (Alagoas, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba, Bahia e Ceará) e em Minas Gerais”, diz o comunicado.
O repasse do recurso adicional será executado em parcela única. De acordo com a publicação noDiário Oficial da União, “considerando a natureza e o volume de ações a serem implementadas, o prazo de execução das obras e serviços é 365 dias, a partir da liberação dos recursos”.
Atualmente, mais de 10 milhões de pessoas são afetadas pela seca nos estados nordestinos e na região setentrional do estado de Minas Gerais.
Edição: Juliana Andrade

Farinha registra maior alta dos últimos 20 anos no Maranhão


Regina SouzaTV Mirante
Quem é maranhense, sabe. Farinha na mesa é coisa sagrada. "O maranhense gosta muito de farinha, né? É o pirão mesmo, só em cima do arroz, de qualquer jeito, o maranhense gosta de farinha", disse o comerciante João Crescêncio. "Se eu olhar o arroz na mesa e não tiver a farinha, não me satisfaz. Agora, se tiver a farinha e não tiver o arroz, eu como", revelou o carpineteiro Manoel da Conceição Soares. (Veja a íntegra do Mirante Rural no vídeo)
Apreciada como sempre, cara como nunca. "Tá caro de exagerado. A gente lamenta, infelizmente, foi uma crise das plantações. Realmente aqui no Maranhão tão até parando de plantar", contou o vendedor Antonio Soares.
Pinheiro tem a fama de produzir uma das farinhas mais saborosas do estado. Além disso, é um dos maiores produtores maranhenses. Mas, até por lá, o quilo da farinha "está custando o olho da cara", como costuma dizer  povo da região. "Essa é biriba. Tá R$ 10,00. Essa comum aqui tá R$ 8,00", disse o comerciante José de Ribamar Menezes.
Os produtores dizem que é a maior alta dos últimos 20 anos. A explicação para o aumento está na cadeia produtiva e vários fatores explicam. Um deles é a estiagem, que começou cedo e se prolongou por muito mais tempo. Faltou chuva e a mandioca não cresceu o quanto o produtor esperava.
O produtor Edvan Silva plantou a mandioca em agosto do ano passado. Como é um plantio mecanizado, esperava colher já em março. Mas a chuva não veio como ele esperava. "Cheio de esperança. Tava chovendo bastante, aí depois que eu plantei, a chuva desapareceu. Aí nasceu uma parte. A outra parte, eu plantei novamente, quando choveu um pouquinho", disse.
Edvan arranca uma maniva para nos mostrar como a raíz se desenvolveu e a constatação não é animadora. "Aí, ó. Se tivesse a chuva? Se tivesse a chuva, essa aqui tava boa", lamentou.
Nas casas de forno, os tanques estão quase todos vazios e o número reduzido de gente trabalhando também mostra o quanto a mandioca está em falta. Para o lavrador Francisco dos Santos Abreu, além da chuva, falta gente para trabalhar na lavoura, assistencia técnica e incentivo para os assentamentos. "Antes tinha muito projeto aí. O Incra investiu em muito projeto. Deu uns dois anos, aí que deu muita farinha, mas depois o pessoal foi abandonando os projetos", contou.
Segundo o lavrador, é por falta de bons resultados na roça que os homens da região estão abandonando a lavoura para trabalhar em grandes obras pelo país a fora. "Tão tudo trabalhando em firma. Os mais novo tão tudo no mundo. Eu mesmo, os que trabalhava comigo, foram tudo embora", explicou.
Os lavradores ainda enfrentam outro problema. A chuva alternada com sol intenso e temperaturas altas favorecem o desenvolvimento de um tipo de fungo que causa a podridão da mandioca. As que não apodrecem, perdem a qualidade.
A qualidade da mandioca influencia diretamente no preço da farinha. Quando ela está boa, a massa  é consistente. O produtor precisa de, no máximo, 100 quilos de mandioca para produzir 30 quilos de farinha. Quando caem as primeiras chuvas, a coisa muda totalmente de figura. Metade da massa se transforma em água. Os produtores costumam dizer que a mandioca está "degenerada". Com isso, para produzir os mesmos 30 quilos, a quantidade de polpa dobra.
"No verão, a gente bota 100 quilos de madioca para fazer 30 quilos de farinha. Hoje, a gente bota uma base 200 quilos de mandioca pra dar 30 quilos de farinha. Aí, a gente perde muito por isso, mas o que a gente vai fazer? A gente depende da mandioca pra sobreviver e isso vai da natureza", diz o lavrador.
Porão dos Pirrós é o maior produtor de farinha biriba da região. Na época da boa safra, que vai de maio até outubro, chega a produzir 30 toneladas de farinha por mês. Agora, a produção caiu pela metade. "Isso é uma coisa que deixa a gente preocupado. Nós temos hoje três agroindústria no Porão dos Pirrós, pra nós manter elas funcionando e vender pra cidade de Pinheiro, Santa Helena, enfim, na baixada e capital. Estamos usando a pouca que nós temos e tamo buscando nos povoados que não são assentamentos e também nos municípios vizinhos", revelou o produtor.
Se a farinha é pouca e a procura é grande, o preço vai para as alturas. Em dezembro, os valores começaram a subir e não pararam mais. Para o lavrador Joacy dos Santos Vieira, é uma oportunidade de pagar as contas. "Ajuda nas despesas da gente, financeira, que a gente tá devendo uma continha. Por causa do preço, a gente corre e vai acertar as contas da gente, mas, por outro lado, eu acho que a gente perde muito mais", disse.
Assim, a farinha, que já foi comida de pobre, está virando artigo de luxo.