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Comissão aprova projeto que garante bolsa-auxílio a mães vítimas estupro

Genitor será obrigado a pagar pensão caso seja identificado. Caso isso não ocorra e a mãe não tiver condições para sustentar a criança, a responsabilidade é do Estado.


Foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara nesta quarta-feira, dia cinco de junho, o Projeto de Lei (PL) 478/2007. Ele estabelece no Estatuto do Nascituro o pagamento de pensão alimentícia, equivalente a um salário mínimo, às crianças concebidas de violência sexual.

A proposta, que será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, ainda define que o nascituro é o ser humano concebido, mas que não nasceu. Estão incluídos aqueles concebido in vitro, os produzidos através de clonagem ou por outro meio científico eticamente aceitos.

Estavam presentes no debate defensores dos direitos das mulheres, contrários ao projeto, e manifestantes contrários ao aborto e defensores da proposta. O substitutivo, aprovado anteriormente na Comissão de Seguridade Social e Família, alterou o projeto original e destacou o direito de aborto em caso de gravidez em caso de estupro.

“O que estamos votando aqui não é o mérito, mas a adequação financeira. Mas também estamos tratando do direito de uma mãe que não queira abortar, mesmo sendo vítima de estupro, de ter o direito a um mínimo de subsistência. Quem é a favor do aborto vota contra o meu parecer, quem é contra o aborto vota a favor. Essa é uma decisão política”, disse o relator da proposta, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder do partido na Casa.

Os deputados do PT na comissão denominaram a iniciativa como “bolsa estupro” e disseram que a proposta fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao não prever o impacto financeiro.

“O projeto cria despesas sem nenhum tipo de previsão, nem impacto orçamentário. E, no mérito, é um retrocesso na legislação dos direitos das mulheres. É uma dupla violência, pois obriga a mulher a manter contato com o estuprado, mesmo que de forma indireta”, criticou a deputada Erika Kokay (PT-DF).

Informações de Agência Brasil

FOTO: reprodução / potencialgestante.com.br

Exploração sexual de adolescentes

Exploração sexual de adolescentes é debatida em Barreirinhas
Audiência pública reuniu autoridades locais e representantes da sociedade.


Uma equipe interinstitucional montará uma plano de ação no município.

Audiência pública discutiu a exploração sexual de adolescentes em Barreirinhas (Foto: Divulgação)

A exploração sexual de menores em Barreirinhas foi tema audiência pública realizada no município, nesta terça-feira (4), na Casa do Turista em Barreirinhas, onde estiveram reunidas autoridades locais e representantes da sociedade civil.

“Assim que entrei em exercício na Comarca de Barreirinhas, me deparei com um pedido liminar de medida protetiva para um menor em situação de risco. De acordo com o estudo de caso elaborado pela psicóloga do Creas, Raissa Lima Dias, ficou claro que na Comarca de Barreirinhas há menores que buscam na prostituição independência financeira em virtude da falta de referência familiar, e o grande fluxo de turistas na cidade é um facilitador para isso”, revelou o juiz Artur Gustavo.

Entre os objetivos da audiência está a conexão da atuação dos órgãos de proteção das crianças e adolescentes, bem como a responsabilidade dos profissionais do turismo e da sociedade. “Essa interação faz-se necessária para evitar que menores entrem em situação de risco e tornem-se vítima de exploração sexual em Barreirinhas”, ressaltou.

Equipe interinstitucional
Na audiência, os participantes decidiram sobre a criação de uma equipe interinstitucional de combate à exploração sexual de adolescentes, a qual deverá definir um plano de ação para coibir a exploração sexual por meio da promoção de capacitação e a divulgação de informações aos agentes sociais e realização de campanhas.

Durante a audiência, os moradores de Barreirinhas foram convocados a denunciar todo e qualquer ato de violência contra crianças e adolescentes. Ele fez um alerta à sociedade para ficar atenta e ligar para o Disque Denúncia 100, quando houver informação sobre qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes.

Participaram da audiência, além do juiz, o promotor de Justiça José Márcio Maia Alves; o professor Raimundo Nonato Palhano como representante da Unicef; a professora Lourdes Leitão, especialista na área de violência contra a mulher; Raíssa Dias, psicóloga do Creas; Sandra Torres, coordenadora de planejamento da Prefeitura de Barreirinhas; Léo Costa, Prefeito Municipal de Barreirinhas; Maria Salete da Silva Cunha, secretária de Assistência Social do Município. Presentes também demais membros do secretariado municipal, conselheiros tutelares, membros do Cras e Creas.c


Do G1 MA