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Maioridade penal: 92,7% apoiam redução

Pesquisa foi feita com 2.010 pessoas entrevistadas entre o dia 1º e 5 de junho deste ano e tem margem de erro de 2,2%

Nove em cada dez brasileiros são a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, segundo uma pesquisa encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e feita pelo Instituto MDA. A pesquisa foi feita com 2.010 pessoas entrevistadas entre o dia 1º e 5 de junho deste ano e tem margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. Do total, 92,7% disseram ser a favor da redução da maioridade penal, outros 6,3% são contra e 0,9% não opinaram.
 O resultado é semelhante ao da pesquisa feita pelo Datafolha no mês passado, que entrevistou 600 paulistanos. Nela, 93% se mostraram à favor da redução. Ainda sobre a pesquisa encomendada pelo CNT, 69,1% dos entrevistados acreditam que os crimes cometidos por menores aumentaram muito nos últimos anos.
O apoio da população é diferente quando considerada a maioridade civil, que representa a emancipação do menor e permite a ele responder pelos danos que causar. A pesquisa mostra que 69,7% concordam com a redução da maioridade civil, ou seja, querem que o menor responda legalmente como adulto. 
 69,1% dos entrevistados acreditam que os crimes cometidos por menores aumentaram muito nos últimos anos / Zanone Fraissa/Folhapress

Desde o Código Civil de 2002 as maioridades civil e penal no Brasil são iguais, aos 18 anos. Antes disso, a maioridade civil era atingida somente aos 21.

Se a maioridade penal for reduzida, qualquer adolescente com idade superior a 16 anos, que cometer um crime, passaria a responder criminalmente como um adulto. Além disso, se condenado, iria para as prisões e não teria direito a ir para a Fundação Casa (antiga Febem). Entretanto, com 16 anos o adolescente ainda não poderia, concluir nenhum ato na vida civil, por exemplo, assinar contratos, pois não teria atingido a maioridade civil.

Fonte; Band.com

Papa Francisco diz que 'Igreja rica é uma Igreja sem vida

Pontífice lembrou que a Igreja não é uma Organização Não Governamental

"O anúncio do Evangelho tem que ser o caminho da pobreza", destacou o papa
O papa Francisco disse nesta terça-feira, durante a missa celebrada na capela de Santa Marta, que com uma Igreja rica, a Igreja envelhece e não tem vida. "São Pedro não tinha conta em banco", afirmou o pontífice para ressaltar a necessidade de a Igreja assumir um testemunho de pobreza.
De acordo com o jornal italiano La Stampa, o papa disse ainda que a pregação do Evangelho deve ser gratuita, e citou a passagem da Bíblia onde Jesus pede aos apóstolos que não procurem ouro, prata e cobre nos cintos.
"O anúncio do Evangelho tem que ser o caminho da pobreza. Temos que realizar os trabalhos da Igreja, mas com um coração de pobreza, não com o coração do investimento ou do empresário", acrescentou Francisco.

Ainda na sua homilia, o papa lembrou que a Igreja não é uma Organização Não Governamental, e sim uma coisa mais importante.
O papa Francisco vem dando repetidos sinais de que defende uma Igreja voltada aos mais pobres, sem ostentações e opulência.
Durante a audiência geral da última quarta-feira, dia 5, na Praça de São Pedro, o papa Francisco condenou a cultura do desperdício de alimentos em todo o mundo. "Deus confiou ao homem e à mulher o cultivo e o cuidado da terra, para que todos pudessem morar nela, mas o egoísmo e a cultura do desperdício levaram ao descarte das pessoas mais fracas e necessitadas", disse o pontífice. 
"Em muitas partes do mundo, apesar da fome e da desnutrição existentes, muitos alimentos são desperdiçados", disse o papa.
As palavras de Francisco indicam, mais uma vez, que o pontífice espera encontrar no Rio, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho, muito mais uma festa da fé do que um evento com luxo e abundância. O papa vem mantendo a coerência em seus discursos desde que assumiu o pontificado, insistindo em falar na pobreza.    
Francisco lembrou também que os alimentos jogados no lixo são alimentos roubados da mesa do pobre, de quem tem fome. "A ecologia humana e a ecologia ambiental são inseparáveis", afirmou.
Ele também advertiu que "a pessoa humana está hoje em perigo".  "Na cultura do desperdício, se morrem homens e crianças não é notícia; se a bolsa cai é uma tragédia", comentou. "Acaba-se por descartar as pessoas. Deixa-se de respeitar a vida, sobretudo se é pobre ou incapacitada, ou se ainda não é útil, como a criança que vai nascer, ou se não serve mais, como o idoso", concluiu.

 Jornal do Brasil