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Telexfree bloqueia acesso de divulgadores a escritório virtual

Acesso está bloqueado desde segunda (15) e divulgadores reclamam.
Empresa está proibida de realizar pagamentos e adesões pela Justiça.

Diretor Carlos Costa apresentando telefone VoIP, tecnologia que a empresa alega comercializar, em vídeo na internet (Foto: Reprodução/ Facebook)Diretor Carlos Costa com telefone VoIP
(Foto: Reprodução/ Facebook)
O acesso ao escritório virtual do site da empresa Telexfree está bloqueado desde esta segunda-feira (15) e, dessa forma, os associados não conseguem visualizar seus ganhos. Um comunicado foi feito na página do Facebook da companhia. De acordo com o advogado Horst Fuchs, a medida precisou ser tomada porque hackers tentaram invadir o sistema. Ainda não há prazo para a situação se normalizar.
A Telexfree está sendo investigada por suspeita de pirâmide financeira, e desde o final de junho estão proibidos os pagamentos de comissões, bonificações e quaisquer vantagens oriundas da companhia aos divulgadores, além de novas adesões à rede, conforme decisão judicial. O descumprimento a qualquer das determinações pode gerar o pagamento de multa de R$100 mil por cada novo cadastramento ou recadastramento e por cada pagamento indevido.
O advogado explicou que o bloqueio do escritório virtual não tem ligação com decisão judicial. “Essa parte do portal continua bloqueada enquanto algumas medidas são tomadas pelos departamento de segurança e tecnologia de empresa. Hackers estavam tentando invadir o sistema e até que não esteja seguro, vamos manter como está, mas garantimos que os ganhos dos divulgadores continuam congelados”, disse.

Outra divulgadora se mostrou desconfiada do bloqueio. “Não podíamos fazer nada mesmo, mas parece que fizeram [o bloqueio] de propósito, para aqueles que querem guardar provas não possa printar (sic) a tela, por exemplo, do valor da adesão paga, onde diz seu nome, e quando foi paga a adesão. Também printar (sic) a tela da parte de renda para verificar quanto o divulgador já recebeu e quanto falta, para qualquer coisa os que saíram no prejuízo receber da Justiça os valores (…) para nos indenizar caso a empresa não volte. Acredito na empresa, mas esta difícil. Não sei porque esta medida de travar o nosso acesso ao backoffice, estanho isso”, escreveu.
Divulgadores

Com o bloqueio do escritório virtual, muitos divulgadores usaram a página da Telexfree do Facebook para reclamarem ou, ainda assim, apoiarem a empresa. Uma mulher escreveu que pretende sair da companhia. “Acabou! Pra mim não dá mais, chega de farsa Telexfree! Na hora entrar nessa pirâmide (...) foi muito rápido e agora na hora de me pagarem é uma novela mexicana! Exigimos transparência.”
Justiça do Acre
A juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre para suspender as atividades da Telexfree, no último dia 18. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento. A magistrada afirmou que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende as atividades durante o processo investigativo.
Os advogados da empresa chegaram a entrar com pedido de reconsideração após a decisão da juíza, mas que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre.
Julgamento recurso Telexfree (Foto: Rayssa Natani / G1)Julgamento recurso Telexfree no Acre (Foto: Rayssa Natani / G1)

Protestos deixam Blatter em dúvida sobre escolha de levar Copa ao Brasil


Foto: Divulgação
 
Protestos deixam Blatter em dúvida sobre escolha de levar Copa ao Brasil
Presidente da Fifa, Joseph Blatter declarou nesta quarta-feira que escolher o Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 pode ter sido um erro. As palavras do dirigente foram motivadas depois de o suíço presenciar os protestos sociais que aconteceram no País ao longo do mês de junho, durante a realização da Copa das Confederações, com a população reclamando, inclusive, dos altos gastos para a realização do torneio em solo nacional.
 
“Se (os protestos) acontecerem de novo, teremos que nos perguntar se tomamos uma decisão errada de dar ao Brasil o direito de sediar a Copa”, admitiu Blatter à agência alemã DPA. O mandatário da Fifa disse, aliás, que se reuniu com o governo brasileiro após as Confederações e que voltará a conversar com a presidente Dilma Rousseff em setembro.
 
“Na conversa, enfatizamos o fato de haver protestos sociais durante toda a realização das Confederações. O governo agora está ciente de que a Copa do Mundo não deve conviver com essas perturbações. Eles precisam trabalhar nisso para que não ocorram novamente. Apesar de as manifestações serem pacíficas e fazerem parte da democracia, acredito que a presidente encontrará uma maneira de impedir que se repitam. Eles têm um ano para isso”, acrescentou.
 
As palavras de Blatter foram ditas durante uma conferência de esportes, mídia e economia organizada pelo ex-craque alemão Franz Beckenbauer na Áustria. O dirigente, aliás, eximiu a Fifa de responsabilidade pela inquietação social realizada durante junho no Brasil.
 
​“Não é a Fifa quem tem que aprender com os protestos, mas sim os políticos brasileiros”, afirmou Blatter, dizendo que “a Fifa não pode arcar com a responsabilidade” pelos problemas sociais no País.
 
O Brasil conquistou em outubro de 2007 o direito de receber a Copa do Mundo, seis meses depois de a Colômbia, única adversária do País, retirar a sua candidatura. “A escolha que tomamos na época foi a melhor que poderíamos ter tomado. Foi o correto, mantemos essa opinião”, amenizou o presidente da Fifa.
 
 
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