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Protesto em Buriticupu resulta com um morto e outro ferido

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Vítima conhecida por Negão
Durante todo o dia desta quarta-feira (21),moradores da cidade de MA realizaram um protesto contra a presença do exército que está na região para ações de combate a extração ilegal de madeira. Por conta deste bloqueio na BR-222, os motoristas estavam desviando caminho por meio de uma estrada vicinal. Alguns componentes da manifestação estariam cobrando pedágio para permitir a passagem na alternativa à rodovia.
Na tarde de hoje, em um desentendimento na cobrança do pedágio, Francinaldo da Silva Rodrigues, de 24 anos, “vulgo Negão”, foi morto a tiros de arma de fogo. Seu pai, Antônio da Silva Rodrigues, de 60 anos, foi esfaqueado com arma branca. Segundo o delegado Menezes, estariam abordando por dinheiro. O filho e o pai são da localidade Terra Bela, em Buriticupu.
Antônio da Silva Rodrigues está no hospital da região. O protesto continua, sem a presença da Polícia Rodoviária Federal.
Em contato na tarde desta quarta-feira com algumas pessoas do município de Buriticupu, a reportagem do Portal foi informada que a manifestação pode ser uma estratégica para forçar a saída do exército da cidade. Já que uma boa parte do dinheiro que circula no município é da extração ilegal de madeira.

Após matar os pais, Marcelo confessou crime

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O adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, apontado pela polícia como o principal suspeito de matar os pais policiais militares no início deste mês, na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, confessou o crime a amigos do Colégio Stella Rodrigues. Segundo o SPTV desta quarta-feira (21), a confissão feita aos colegas foi relatada por dois adolescentes ouvidos pelos investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta terça (20). No depoimento à Polícia Civil, um dos colegas disse que Marcelo perguntou se o amigo sentiria sua falta caso morresse.

Marcelo é o único suspeito até o momento de matar os pais, o sargento da Rota Luís Pesseghini e a cabo da PM Andréia Regina Bovo Pesseghini, a avó Benedita de Oliveira Bovo, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva. A investigação aponta que, depois, Marcelo foi para a escola com o carro da mãe de madrugada, assistiu às aulas pela manhã, retornou de carona para a residência da família na Brasilândia, e se suicidou. O crime teria ocorrido entre a noite do dia 4 e a madrugada do dia 5 de agosto.

Novas imagens de câmeras de segurança mostram os dois colegas deixando a escola ao lado de Marcelo, no dia 5 de agosto. Cerca de dez minutos depois, Marcelo atravessa a rua e pega carona com o pai de um outro amigo para ir para casa.

Na manhã desta quarta-feira, o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Blazek, disse que, apesar das investigações ainda não terem terminado, todas as evidências apontam para Marcelo como autor dos crimes. "Infelizmente é uma situação que nem todos gostariam que fosse realidade [a autoria do garoto no crime], mas a investigação policial busca a verdade. Nós não buscamos aquilo que o clamor da sociedade assim entende", afirmou.

"A polícia não pode apontar o que levou o menino a agir assim, mas trabalhamos com evidências, com o que tem no local do crime. E todas as provas apontam para isso para o garoto. Os depoimentos também vão na mesma linha. A polícia não explica o motivo, o papel da polícia é apontar quem fez", acrescentou Blazek.

"Anormalidade mental"

O psiquiatra forense Guido Palomba foi convidado pela Polícia Civil para acompanhar as investigações. O especialista disse não ter dúvida sobre a autoria dos crimes. "Possivelmente ele estava num estado de anormalidade mental, num estado de estreitamento de consciência. Nesse estreitamento de consciência ele praticou os delitos, pegou o automóvel, dormiu dentro do carro, foi a aula, saiu da aula e chegou em casa. Quando ele chega em casa a mente volta para o normal, digamos assim. Ela sai daquele estreitamento, ele tem consciência daquilo que aconteceu e se suicida", acredita Palomba.

A Polícia Civil apura ainda se mais pessoas sabiam do grupo "Os Mercenários", que teria sido criado pelo adolescente para matar desafetos - inclusive familiares. Segundo o delegado Itagiba Franco, do DHPP, três colegas de escola do garoto disseram em depoimento que o aluno criou o grupo inspirado no game "Assassins Creed".

Segundo autoridades ligadas à investigação, no grupo "Os Mercenários" havia uma lista com nomes de desafetos que deveriam ser mortos. Um dos nomes seria o da diretora do Colégio Stella Rodrigues, Maristela Rodrigues.

"Eram nomes de desafetos. E o objetivo seria assassinar as pessoas", disse Franco, que não deu detalhes sobre o funcionamento do grupo. O delegado voltou a dizer que o único suspeito continua sendo Marcelo, mas que é preciso aguardar os laudos técnicos, que devem ficar prontos no fim do mês.

De acordo com relatos dos amigos de Marcelo, o grupo se inspirava no personagem do jogo "Assassins Creed". Ganhariam pontos quem matasse parentes num paralelo com o game, que dá pontos ao jogador. Para os colegas, no entanto, o grupo seria uma diversão e não havia intenção de ser colocado em prática.

A influência do jogo de videogame foi citada também pelo advogado Arles Gonçalves Júnior, presidente da comissão de segurança da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP). Na sexta-feira (16), ele afirmou que os depoimentos prestados revelam que o menino apresentou uma mudança de comportamento influenciada pelo jogo de videogame. “Todos os depoimentos chamam a atenção, cada um em determinado momento, como se fosse um quebra-cabeças”, disse. Das 31 pessoas ouvidas pela polícia, seis eram amigos de Marcelo Pesseghini, de acordo com o advogado da OAB, que acompanha a investigação.

Marcelo usava a imagem de um assassino do jogo no seu perfil do Facebook. O suspeito trocou a foto do perfil no dia 5 de julho. Esta foi a última atualização de Marcelo na rede social.

No dia 8 deste mês, a desenvolvedora de games Ubisoft, criadora do jogo Assassin"s Creed, divulgou nota de repúdio à ligação feita entre o jogo e o assassinato da família Pesseghini. "Em nenhum estudo até agora realizado há consenso sobre a associação entre a violência e obras de ficção, incluindo livros, séries de televisão, filmes e jogos. É uma falácia associar um objeto de entretenimento de milhões de pessoas, todos os dias, em todo o mundo, com ações individuais e que ainda estão sendo esclarecidas", dizia a nota divulgada pela companhia.



Fonte: G1 

Manifestantes interditam BR-222, no município de Buriticupu

Protesto é contra a permanência de homens do Exército e do Ibama.
Operação Hileia Pátria teve início há mais de 70 dias na região.

Manifestantes atearam fogo em pneus na BR-222, em Buriticupu (Foto: Reprodução/Internet/Antônio Veras)Manifestantes atearam fogo em pneus na BR-222, em Buriticupu (Foto: Reprodução/Internet/Antônio Veras)
Manifestantes interditaram a BR-222 na manhã desta quarta-feira (21), no município de Buriticupu (a 405 km de São Luís). O protesto é motivado pela presença do Ibama e do Exército na região, onde está sendo realizada a Operação Hileia-Pátria, que visa combater crimes ambientais. A rodovia foi fechada com toras de madeira. Pneus foram incendiados. A informação foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal.
"A economia da cidade gira em torno da agricultura, pecuária e das madeireiras. A prefeitura está atrasando salários. A população está revoltada com a situação, porque a operação está resultando em multas milionárias a quem tem movelaria de pequeno porte, que só sustenta a família. Além disso, o que está deixando a população mais indignada, é o fato dos homens do Exército estarem abusando sexualmente das adolescentes da cidade", denunciou o advogado André Vasconcelos, morador de Buriticupu.

O juiz da comarca, Ailton Gutemberg, afirmou, no entanto, que a denúncia não foi formalizada. "Eu não tenho como tomar providências se não houver nada por escrito. Me comuniquei com a tropa do Exército e o coronel afirmou que a informação não procede. Eles, inclusive, têm a outorga de não falarem com nenhuma menina da cidade. Sobre o que está sendo ventilado de que eu teria socorrido uma menina vítima de estupro, isso não procede também. Já mentive contato com o MInistério Público, que afirmou que a promotoria está à disposição, mas até o momento não tem nada de concreto. Nem aqui, nem no Ministério Público".
Faixas pedem atenção do Governo Federal à situação em Buriticupu (Foto: Reprodução/Internet/Antônio Veras)Faixas pedem atenção do Governo Federal à situação em Buriticupu (Foto: Reprodução/Internet/Antônio Veras)
O quartel general da operação está montado no Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Cerca de 700 homens do Exército, 24 do IBAMA, 10 do Intituto Chico Mendes, além de representantes da FUNAI e Batalhão Ambiental, devem ficar na região por tempo indeterminado.
Do G1 MA

Cantor Belo é investigado por crime de estelionato

Cantor Belo é investigado por crime de estelionato
Nesta última quarta-feira (20), a Polícia Civil do Piauí informou em note que poderá pedir a prisão docantor Belo, sob a acusação de crime de estelionato.
De acordo com Ademar Canabrava, delegado do 12º Distrito Policial em Teresina, além de Belo, mais sete pessoas foram denunciadas pelo mesmo crime contra a empresa de táxi aéreo Poty.
Através de sua assessoria de imprensa, Belo garantiu que jamais esteve envolvido em qualquer negociação envolvendo a empresa para deslocamento, não tendo, inclusive, repassado a eles nenhum cheque em seu nome.
No mesmo comunicado, Belo aproveitou para informar de que quem cuida de todos os detalhes de seu show, incluindo transporte, deslocamento, hospedagens, alimentação e outros, é a sua produção. 
Sua assessoria informou que Belo se deslocou em aeronaves da empresa, mas que é de seu conhecimento que o pagamento do percurso está sendo efetuado, sob a égide de uma confissão de dívida.
Segundo consta na denúncia, três cheques usados para o pagamento de uma viagem do cantor até Recife foram suspensos, no valor de R$ 87 mil.
Apesar das declarações de Belo através de sua assessoria de imprensa delegado afirma que as investigações continuarão: "O Boletim de Ocorrência foi feito pelo proprietário da empresa de táxi aéreo e vamos abrir um inquérito para apurar as investigações. Podemos pedir a prisão do cantor e de todo o grupo que estava com ele por estelionato e formação de quadrilha".

Por Carol Souza