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CBF confirma capital do Piauí como sede da partida Vasco x Sampaio Corrêa

Do UOL, no Rio de Janeiro

A CBF confirmou Teresina, capital do Piauí, como sede do jogo entre Vasco e Sampaio Corrêa. O estádio Albertão receberá o duelo, válido pela sexta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O confronto segue com a data e o horário previamente definidos: próxima terça-feira, às 21h50.
A definição do local deste jogo estava pendente após veto recebido pelo Vasco. O clube cruzmaltino havia fechado com uma empresa a realização do duelo na Arena da Amazônia, em Manaus. A própria CBF confirmou o local em seu site oficial, mas a coordenadoria geral da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP) rejeitou a possibilidade, em função da obrigação do estádio ser entregue à Fifa dois dias depois.
Em entrevista ao UOL Esporte, o diretor Rodrigo Caetano ressaltou que a escolha por Manaus havia sido uma forma de retribuição ao carinho recebido pelo clube no jogo contra o Resende, pela Copa do Brasil. Na ocasião, quase 40 mil pessoas lotaram a Arena da Amazônia, mesmo com o Vasco atuando com um time praticamente de reservas.
O Vasco também faz mudanças no planejamento por causa da greve da Polícia Militar de Pernambuco, que gerou o cancelamento dos jogos no estado pelas Séries A e B. Na logística inicial do clube, o time iria de Recife para Manaus. Com as definições da CBF, a delegação seguirá direto para o Piauí.
Sem jogos no final de semana, o clube perde a chance de encostar nos líderes da competição. O Vasco tem sete pontos na Série B e, atualmente, ocupa a terceira colocação da tabela da segunda divisão.

Justiça dos EUA diz que fundador da Telexfree fugiu para o Brasil com filha

Do UOL, em São Paulo
O brasileiro Carlos Wanzeler, co-fundador da Telexfree, fugiu dos Estados Unidos para o Brasil com a filha. Ele é acusado de participar de um esquema de pirâmide financeira e considerado foragido da Justiça dos EUA desde 9 de maio. 
A informação está detalhada em um documento do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, ao qual o UOL teve acesso. O UOL entrou em contato com o advogado de Wanzeler nos EUA, mas não obteve resposta.
Arquivo pessoal/Facebook
Carlos Wanzeler e a mulher, Katia, em foto publicada em rede social
Segundo a investigação, a fuga de Wanzeler começou em 15 de abril, quando ele e a filha, Lyvia Wanzeler, cruzaram a fronteira dos EUA com o Canadá de carro, por volta das 23h no horário local. Neste dia, a Telexfree tinha sido formalmente acusada de praticar pirâmide financeira. 
Horas antes, ainda no dia 15 de abril, agentes federais fizeram uma busca na sede da Telexfree em Marlbourough, em Massachusetts, onde encontraram uma mochila com dez cheques do banco Wells Fargo totalizando quase US$ 37,9 milhões. Alguns em nome de Kátia e Carlos.
Em 17 de abril, pai e filha embarcaram no voo 90 da Air Canada, de Toronto para São Paulo. Segundo a investigação, Wanzeler entrou no país com seu passaporte brasileiro (ele também tem cidadania norte-americana).
Lyvia teria voltado aos EUA em 26 de abril, com passagem comprada para retornar ao Brasil em 4 de junho. De acordo com a investigação, a passagem foi comprada com milhas aéreas de Wanzeler. Em 1º de maio, Lyvia teria voado de Boston para a Itália.
A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e também é investigada no Brasil por suspeita de pirâmide financeira. A empresa está proibida de operar no país desde junho.
A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo.

Mulher e sócio de Wanzeler estão presos nos EUA

Arquivo pessoal/Facebook
Carlos Wanzeler e a mulher, Katia, em foto publicada em rede social
O sócio de Wanzeler na Telexfree, o norte-americano James Merrill, fundador da empresa, foi preso em 9 de maio em Massachusetts, onde fica a sede da empresa nos EUA.
Desde esse dia, Wanzeler é considerado foragido pela Justiça norte-americana.
Nesta quarta-feira (14), a mulher de Wanzeler, a brasileira Katia Wanzeler, foi presa no aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava sair do país. Ela é considerada uma testemunha-chave no caso, e a investigação aponta que contas bancárias em seu nome foram usadas para transferência de dinheiro da Telexfree. 

Passagem aérea comprada no Brasil, em dinheiro vivo

De acordo com o investigador Paul Melican, do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, Katia Wanzeler teria viajado em 11 de abril para Connecticut junto com o sócio do marido, James Merril. O objetivo deles era retirar mais de US$ 27 milhões do banco Wells Fargo, maior parte desse dinheiro em cheques da Telexfree, aponta a investigação.
Segundo a investigação, um dia antes de sua prisão, alguém no Brasil comprou uma passagem para Katia, somente de ida, paga com dinheiro vivo.